1974
foi um ano
em
que
Portugal
sofreu
uma
mudança
política
radical
e
que
obrigou
o
país
a
evoluir,
entre
outros
aspetos,
nos
chamados
“direitos
do
homem”.
Embora
fosse
adolescente,
guardo
na
memória
algumas
situações
ocorridas
na
época.
Em
25
de
abril,
através
de
um
movimento
militar
formado
maioritariamente
por
capitães
chamado
Movimento
das
Forças
Armadas,
um
regime
velho
e
caduco,
a
ditadura
de
direita a que chamaram salazarismo,
caiu
e
um
novo
regime
democrático emergiu.
Uns
dizem
que
devido
a
um
golpe
de
estado,
outros
à
revolução.
Para
mim
foi
um
fruto
podre
que
caiu
e
outro
cresceu
em
seu
lugar.
Foi
também
um
tempo
em
que
cresci
aprendendo
o
valor
da
solidariedade,
da
liberdade,
da
privacidade,
do
direito
à
escolha
ideológica,
política
e
religiosa.
Enfim,
o
direito
a
ser.
Abril
foi
uma
luz
de
esperança
simbolizada
num
cravo
vermelho.
Foi
a
abertura
de
caminhos
que
levaram
a
conquistas
no
direito
ao
trabalho
devidamente
remunerado,
ou
mais
justamente
remunerado.
Ao
trabalho
com
segurança
e
higiene,
subsídios
de
férias
e
natal,
entre
outros.
Trouxe
o
direito
à
participação
cívica
e
coletiva,
a
pertencer
a
partidos
ou
movimentos
políticos
e,
ou,
sociais;
o
direito
à
saúde
e
educação,
ao
transporte
e
habitação.
Trouxe
uma
maior
aproximação
de
direitos
entre
os
homens
e
mulheres.
Foi,
também,
o
fim
de
uma
guerra
colonial
que
durava
há
13
anos
e
do
colonialismo
que
exercíamos
sobre
outros
povos,
principalmente
em África.
Trouxe,
enfim,
a
possibilidade
de
viver
num
país
com
um
regime
mais
próximo
daqueles
vividos
por
grande
parte
da Europa
ocidental.
Passamos
a
ter
uma
assembleia
da
república
composta
por
deputados
eleitos
pelo
povo,
uma
nova
constituição
que
entrou
em
vigor
em
1976
e
que
até
hoje
já
sofreu
algumas
revisões
(1982,
1989,
1992,
1997,
2001,
2004
e
2005).
No
seu
preâmbulo
diz
a
constituição:
“A
25
de
Abril
de
1974,
o
Movimento
das
Forças
Armadas,
coroando
a
longa
resistência
do
povo
português
e
interpretando
os
seus
sentimentos
profundos,
derrubou
o
regime
fascista./
Libertar
Portugal
da
ditadura,
da
opressão
e
do
colonialismo
representou
uma
transformação
revolucionária
e
o
início
de
uma
viragem
histórica
da
sociedade
portuguesa./
A
Revolução
restituiu
aos
Portugueses
os
direitos
e
liberdades
fundamentais.
No
exercício
destes
direitos
e
liberdades,
os
legítimos
representantes
do
povo
reúnem-se
para
elaborar
uma
Constituição
que
corresponde
às
aspirações
do
país./
A
Assembleia
Constituinte
afirma
a
decisão
do
povo
português
de
defender
a
independência
nacional,
de
garantir
os
direitos
fundamentais
dos
cidadãos,
de
estabelecer
os
princípios
basilares
da
democracia,
de
assegurar
o
primado
do
Estado
de
Direito
democrático
e
de
abrir
caminho
para
uma
sociedade
socialista,
no
respeito
da
vontade
do
povo
português,
tendo
em
vista
a
construção
de
um
país
mais
livre,
mais
justo
e
mais
fraterno”

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