quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Lisboa de Hoje e de Amanhã"

"Lisboa de Hoje e de Amanhã", é um documentário de António Lopes Ribeiro, realizado em 1948. Claramente um filme de propaganda do regime, permite conhecer a Lisboa que se construia na época e os projetos para o futuro. Alguns, como a ponte que ligaria Lisboa à margem sul pelo Beato, não se realizaram. Outros já foram deitados abaixo ou alterados, mas muitos outros ainda fazem parte da paisagem urbanistica atual.

domingo, 13 de julho de 2014

Super Rato

Num tempo em que a televisão ainda era a preto e branco, fiz do Super Rato o meu super-herói. Na verdade, nem sabia a cor das suas vestes. Só recentemente soube que eram azuis e posteriormente passaram a amarelas, bem como o seu nome original fora Super Mouse, primeiro, e Mighty Mouse numa segunda fase. Neste desenho animado, The Lion and The Mouse, verifico que preocupações com o politicamento correto era coisa que não preocupava os criadores da época.






domingo, 22 de junho de 2014

estudos inúteis - 3


Não é preciso nenhum estudo para se saber que para dormir bem, o melhor é dormir sozinho.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

estudos inúteis - 1


Vez por outra, somos brindados com algum estudo que para nada serve, a não ser mostrar algo que é do senso comum. Nesse cabaz cabe um estudo, o do caso acima, que apenas veio confirmar aquilo de que toda a gente sabe, a cor do cabelo não define a inteligência de uma pessoa.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

banca e estado

"quando a banca e o Estado se juntam, é o diabo quem dita a sentença."

Prof. José Hermano Saraiva
"histórias que o tempo apagou", RTP, 1995

terça-feira, 22 de abril de 2014

abril em Portugal

1974 foi um ano em que Portugal sofreu uma mudança política radical e que obrigou o país a evoluir, entre outros aspetos, nos chamadosdireitos do homem. Embora fosse adolescente, guardo na memória algumas situações ocorridas na época. Em 25 de abril, através de um movimento militar formado maioritariamente por capitães chamado Movimento das Forças Armadas, um regime velho e caduco, a ditadura de direita a que chamaram salazarismo, caiu e um novo regime democrático emergiu. Uns dizem que devido a um golpe de estado, outros à revolução. Para mim foi um fruto podre que caiu e outro cresceu em seu lugar. Foi também um tempo em que cresci aprendendo o valor da solidariedade, da liberdade, da privacidade, do direito à escolha ideológica, política e religiosa. Enfim, o direito a ser.
Abril foi uma luz de esperança simbolizada num cravo vermelho. Foi a abertura de caminhos que levaram a conquistas no direito ao trabalho devidamente remunerado, ou mais justamente remunerado. Ao trabalho com segurança e higiene, subsídios de férias e natal, entre outros. Trouxe o direito à participação cívica e coletiva, a pertencer a partidos ou movimentos políticos e, ou, sociais; o direito à saúde e educação, ao transporte e habitação. Trouxe uma maior aproximação de direitos entre os homens e mulheres. Foi, também, o fim de uma guerra colonial que durava 13 anos e do colonialismo que exercíamos sobre outros povos, principalmente em África. Trouxe, enfim, a possibilidade de viver num país com um regime mais próximo daqueles vividos por grande parte da Europa ocidental. Passamos a ter uma assembleia da república composta por deputados eleitos pelo povo, uma nova constituição que entrou em vigor em 1976 e que até hoje sofreu algumas revisões (1982, 1989, 1992, 1997, 2001, 2004 e 2005). No seu preâmbulo diz a constituição:

A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista./ Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa./ A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país./ A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno” 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

culto da verdade em Portugal

"Em Portugal não há o culto da verdade. É triste mas é assim"

 Prof. José Hermano Saraiva, em Lendas e Narrativas, RTP, 1995

sábado, 5 de abril de 2014

"Esse Olhar Que Era Só Teu" - Dead Combo


o rádio amarelo - 1

Um Blackground Micro Boy HS-125, amarelo, comprado na Feira das Galinheiras e ofertado pelo meu pai, era eu um adolescente, foi o meu primeiro aparelho de rádio. . Apenas rececionava em Onda Média, mas há época a maioria das poucas estações de rádio existentes eram em OM. As exceções, se bem me lembro, em FM eram o Rádio Clube Português e a Emissora Nacional. Na região de Lisboa havia em OM os Emissores Associados de Lisboa (EAL), composto por Rádio Graça, Clube Radiofónico de Portugal, Rádio Voz de Lisboa e Rádio Peninsular, estas duas associadas como Rádio Alfabeta; o Rádio Clube Português (RCP); Rádio Renascença (RR), a emissora católica; e a Emissora Nacional (EN), a estação estatal. Após a nacionalização de várias estações de rádio em 1975, e a terem sido englobadas em apenas uma única empresa pública (RDP - Rádio Difusão Portuguesa), os EAL passaram a RDP programa 3 local; o RCP a RDP programa 3 regional; a EN a RDP programa 1. As emissões em FM passaram a RDP programa 2 e RDP programa 4. A RR não foi nacionalizada, manteve-se nas mãos da igreja católica embora tivesse passado por uma ocupação e momentos muito conturbados.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

"Inquietação" - Camané e Dead Combo



o que é isto?

O que é isto?...
perguntou a senhora.

É só uma porta fechada.
respondi.

Eu não passo portas fechadas.
retorquiu.

início

Dizem por aí, alguns humanos, que os animais são irracionais, que vivem apenas pelo instinto, que mais não fazem do que comer e procriar. Mas, se viver-mos com eles, dão-nos um nome. A mim chamaram-me Café! Vá lá, pelo menos é um nome original. Podiam ter-me dado algum nome de gato como Tareco ou Garfield por causa de haver um dos filmes de animação com esse nome e de ter a mesma cor que eu, mas tiveram o bom senso de o não fazer. 

O problema para esses mesmos humanos é que não conhecem as nossas capacidades mentais. Para eles nós temos cérebros muito pequenos e limitados. Como eles estão sempre preocupados com as questões do tamanho não admira que assim pensem. Deixá-los pensar! Assim como assim, vão trabalhando para nós.

Como diria o Fernando Pessoa, e um gato culto e inteligente sabes destas coisas, “ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer!”... Assim, vou permitir-me a esses prazeres e deixar a escrita para aquele que dizem ser meu “dono”. Até porque escrever não sei, embora já tenha feito algumas marotisses no computador dele, e tenho muito para meditar frente ao vidro da janela enquanto o sol bate nela!